segunda-feira, novembro 24, 2025

FastAPI + HTMX vs Django em times com IA, Cursor e GitLab

FastAPI + HTMX vs Django em times com IA, Cursor e GitLab 🚀

Quando falamos em construir um único sistema grande, com vários módulos (usuários, financeiro, relatórios, etc.), usando PostgreSQL e apoio pesado de IA no Cursor/Vibe Code, a escolha entre FastAPI + HTMX e Django vai muito além de performance. Entra na conta a experiência do time com trabalho colaborativo, Git, branches e merge requests no GitLab. 😅

1. Visão geral dos dois cenários

FastAPI + HTMX

  • FastAPI: framework moderno, assíncrono, tipado e ótimo para APIs.
  • HTMX: permite interações dinâmicas sem precisar de SPA pesada.
  • Arquitetura mais aberta: você decide ORM, auth, estrutura de pastas, etc.

Django

  • Framework "baterias incluídas": ORM, auth, templates, admin, etc.
  • Estrutura de projeto bem definida (apps, urls, settings).
  • Excelente para um monolito organizado em vários apps.

2. IA escrevendo código: quem se beneficia mais? 🤖

Com o Cursor e o Vibe Code gerando trechos de código, o framework que tiver padrões mais previsíveis sai na frente.

Django + IA

  • Apps, models, views, urls, templates: tudo segue um padrão conhecido.
  • A IA "sabe" preencher esse esqueleto com muita facilidade.
  • Menos risco de virar um código todo fragmentado com vários estilos diferentes.

FastAPI + HTMX + IA

  • A IA também lida muito bem com FastAPI.
  • Mas, como a arquitetura é mais flexível, cada dev pode induzir a IA a criar estruturas diferentes (pastas, serviços, camadas).
  • Isto exige um guia de arquitetura bem definido para humanos e IA seguirem o mesmo padrão.

3. Comparativo rápido 💡

Critério FastAPI + HTMX Django
Arquitetura Flexível; você define camadas e padrões. Mais opinativo; estrutura de apps bem definida.
IA (Cursor / Vibe Code) Funciona muito bem, mas exige guia de estilo forte. IA se apoia em padrões consolidados do framework.
Curva de aprendizado em time colaborativo Maior risco de divergência de estilos entre módulos. Mais “trilhos” para o time seguir junto.
Admin interno Depende de bibliotecas externas ou código próprio. Django Admin pronto para uso.
Microservices no futuro Naturalmente amigável a divisão em serviços. Dá para fazer, mas o “modo padrão” é monolito.
Integração com PostgreSQL Ótima (SQLAlchemy, etc.). Ótima (Django ORM com suporte nativo).
Tamanho do time (2–4 devs) Bom, se todos seguirem o mesmo padrão. Muito bom, especialmente com menos experiência em Git.

4. Organização do repositório e módulos 🧩

Em ambos os casos, faz muita diferença ter um monorepo bem organizado no GitLab, com módulos claros e responsabilidades definidas.

Exemplo de organização com Django

project/
  manage.py
  project/
    settings.py
    urls.py
  apps/
    usuarios/
      models.py
      views.py
      urls.py
      templates/usuarios/
    financeiro/
    relatorios/
  

Cada app representa um módulo de negócio. Isso facilita o trabalho em paralelo: um dev cuida de usuarios, outro de financeiro, e assim por diante.

Exemplo de organização com FastAPI

app/
  main.py
  core/
  db/
  modules/
    usuarios/
      routers.py
      models.py
      schemas.py
      services.py
      templates/
    financeiro/
    relatorios/
  

Aqui, os routers e services de cada módulo ficam agrupados. Também é uma boa abordagem, mas depende mais de disciplina da equipe.

5. GitLab, branches e merges para iniciantes em trabalho conjunto 🧵

Mesmo com desenvolvedores experientes em outras tecnologias, a parte de trabalhar no mesmo app e fazer merge de código é um desafio à parte.

Fluxo simples recomendado

  • Manter uma branch principal: main ou dev.
  • Para cada funcionalidade: criar uma feature branch, por exemplo:
    • feature/usuarios-listagem
    • feature/financeiro-faturas
  • Commits pequenos e frequentes.
  • Abrir Merge Requests no GitLab para revisão, mesmo que rápida.
  • Evitar codar diretamente na branch principal.

Cuidando do escopo da IA

Ao pedir ajuda para a IA no Cursor:

  • Seja bem específico: "No arquivo X, crie apenas a função Y. Não altere outros módulos."
  • Evite pedir refatorações gigantescas em muitos arquivos de uma vez.
  • Use um README ou arquivo de regras explicando a arquitetura e peça para a IA seguir esse padrão.

6. Quando faz mais sentido usar cada stack? 🎯

Use FastAPI + HTMX se:

  • Você quer muito foco em APIs modernas e assíncronas.
  • Pensa em evoluir para microservices no médio prazo.
  • Seu time tem boa disciplina de arquitetura e vai manter um padrão firme (apoiado por README/.rules).

Use Django se:

  • O objetivo é um grande sistema único com vários módulos internos.
  • O time ainda está aprendendo a trabalhar no mesmo código, fazendo merges e lidando com conflitos.
  • Você quer usufruir do Django Admin e da estrutura de apps bem definida.
  • Quer que a IA siga trilhos mais claros, com menos decisões arquiteturais no dia a dia.

7. Conclusão 💬

Em um cenário com 2 a 4 desenvolvedores, usando IA (Cursor/Vibe Code) para escrever boa parte do código e PostgreSQL como banco de dados, a escolha do framework não é só técnica: é também organizacional.

Se o time ainda está pegando o jeito de trabalhar junto, fazer branches, revisar e fazer merge sem conflitos enormes, Django tende a ser a escolha mais segura pela quantidade de padrões que ele já traz. Já o combo FastAPI + HTMX brilha quando há experiência maior em arquitetura e desejo de flexibilidade.

O mais importante é: definir padrões claros, registrar isso no repositório e ensinar esses padrões tanto ao time quanto à IA. Assim, o framework escolhido deixa de ser um problema e vira um aliado na entrega do produto. 💻✨

sexta-feira, novembro 07, 2025

5 ferramentas open‑source e gratuitas para diagramas ER


Tabela comparativa

Ferramenta Licença / modelo Instalação / hospedagem Suporte a bancos Vantagens Limitações
DrawDB Open‑source (GitHub) Navegador; também local/Docker MySQL, PostgreSQL, SQLite, MariaDB, SQL Server GUI intuitiva, exporta DDL, leve para começar Modelagem avançada limitada vs. soluções enterprise
ChartDB Open‑source; opção self‑hosted Servidor próprio ou cloud; import de esquema PostgreSQL, MySQL, SQLite, SQL Server, MariaDB Bom com bases existentes; colaboração Projeto mais novo; recursos avançados em evolução
PlantUML GPL (open‑source) Local (macOS/Windows/Linux), plugins IDE Independente (descrição textual de qualquer ER) Versionável, automatizável, perfeito p/ documentação Sem drag‑and‑drop; curva de aprendizagem
Mermaid MIT (open‑source) Markdown, wikis, pipelines CI Independente (descrição textual) Integração nativa com GitHub/GitLab Modelagem menos detalhada; foco em docs
diagrams.net Open‑source / gratuito Web e desktop; salva local/nuvem N/A (ferramenta genérica de diagramas) Flexível para diversos diagramas Sem DDL/reverse‑engineer nativos

Ferramentas: prós, contras e quando usar

1) DrawDB

Quando usar: quer algo visual, direto, com export de DDL para bancos populares. Ótimo para prototipar e documentar.

  • ✅ Drag‑and‑drop, entidades, chaves e relacionamentos.
  • ✅ Exporta SQL/DDL (MySQL, PostgreSQL, MariaDB, SQLite, SQL Server).
  • ⚠️ Recursos “enterprise” (versionamento/sincronização) são limitados.

Links: GitHub · Site

2) ChartDB

Quando usar: você possui bancos existentes e quer importar o esquema para gerar o ERD; prefere self‑hosting.

  • ✅ Importa estrutura e gera diagrama automaticamente.
  • ✅ Opção self‑hosted para times.
  • ⚠️ Projeto recente; verifique roadmap e issues.

Links: Site · GitHub

3) PlantUML

Quando usar: quer manter o diagrama como código (controle de versão, PRs, automação em CI/CD) e gerar imagens atualizadas.

  • ✅ ERD via DSL de texto: excelente para padronizar e revisar.
  • ✅ Integra com IDEs e pipelines; diffs claros em PR.
  • ⚠️ Não é GUI; exige familiaridade com a sintaxe.

Links: Documentação · GitHub

4) Mermaid

Quando usar: documentação em Markdown (GitHub/GitLab/Wikis), posts técnicos, READMEs e páginas estáticas.

  • erDiagram simples; encaixa bem em Markdown.
  • ✅ Suporte amplo em plataformas e wikis.
  • ⚠️ Menos recursos “profissionais” de modelagem.

Links: Sintaxe ER · GitHub

5) diagrams.net (draw.io)

Quando usar: você precisa de uma ferramenta universal de diagramação (processos, arquitetura, fluxos) além de ERD.

  • ✅ Desktop e web; salva local ou em nuvem.
  • ✅ Biblioteca de formas ampla; bom para documentação visual.
  • ⚠️ Sem geração de DDL nativa; foco é diagrama em geral.

Links: Site · GitHub

🧪Exemplos (PlantUML & Mermaid)

PlantUML – ERD básico

@startuml
!theme plain
entity "Usuario" as usuario {
  *id : UUID <>
  --
  nome : varchar(120)
  email : varchar(254) <>
  criado_em : timestamp
}
entity "Papel" as papel {
  *id : serial <>
  nome : varchar(64)
}
entity "Acesso" as acesso {
  *id : bigserial <>
  usuario_id : UUID <>
  papel_id   : int  <>
  criado_em  : timestamp
}
usuario ||--o{ acesso : possui
papel   ||--o{ acesso : atribui
@enduml

Mermaid – ERD básico

erDiagram
  USUARIO {
    uuid id PK
    varchar nome
    varchar email
    timestamp criado_em
  }
  PAPEL {
    int id PK
    varchar nome
  }
  ACESSO {
    bigint id PK
    uuid usuario_id FK
    int papel_id FK
    timestamp criado_em
  }
  USUARIO ||--o{ ACESSO : possui
  PAPEL   ||--o{ ACESSO : atribui

Dica: mantenha os arquivos .puml ou blocos Mermaid no mesmo repositório dos scripts SQL e do código da aplicação.

🎯Como escolher (checklist rápido)

  • Precisa de DDL/reverse‑engineer? Prefira DrawDB/ChartDB.
  • Quer versionar como código? PlantUML/Mermaid.
  • Vai documentar além de ERD? diagrams.net.
  • Time colaborativo e self‑host? ChartDB.
  • Protótipo rápido e visual? DrawDB.





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